O estilo de consumo que seguimos hoje, é conhecido como fast fashion ou ‘moda rápida’, ou seja, produção em massa, ditadura de tendências passageiras e globalização de suas peças.   No fast fashion os consumidores são analisados conforme seu desejo e consumo por peças de marcas renomadas, criando em grande quantidade peças parecidas de qualidade inferior, o que garante o seu consumo. Esse tipo de moda globalizada permite que os produtos circulem pelas mais variadas lojas do mundo, barateando o custo de produção e deixando de lado a particularidade local.     As peças são distribuídas e fragmentadas entre os países para transmitir sensação de particularidade, sendo assim, poucas peças de uma mesma marca chegam na mesma loja. Essa fragmentação serve para evitar a sobra de peças e, caso sobrem, são feitas as famosas liquidações para acabar com os produtos e se mesmo assim ainda sobrarem peças, as mesmas são repassadas para outro hemisfério onde a estação esteja para começar entrando como novidade. Todo esse ciclo dura no máximo 6 meses.   As consequências da fast fashion são graves para o meio ambiente, visto que uma peça que é usada poucas vezes emite 400% mais carbono. Mas infelizmente, na produção de fibras têxteis é preciso desmatar, fazer uso de fertilizantes e agrotóxicos, extrair petróleo, etc. Outros dois grandes problemas são o descarte incorreto de peças que tem em sua maioria plástico (poliéster) que pode levar até 200 anos para se decompor e o uso de mão de obra escravizada ou em situações precárias de trabalho, a fim de baratear o custo na produção.   O slow fashion ou ‘moda lenta’ é uma alternativa sustentável à essa moda globalizada, priorizando produção em média ou baixa escala, de pequenas marcas locais, culturas, estilo, diversidade, etc.   No slow fashion a moda funciona como algo atemporal e suas peças são produzidas com qualidade, honestidade, transparência e comercializadas com preço justo. Esse estilo de consumo nos permite conhecer a nós mesmos, nosso estilo e consumir de forma consciente algo que seja ‘nossa cara’.   Dificilmente peças de slow fashion são comercializadas em grandes lojas, e seu movimento ainda não é muito visto pela sociedade consumidora acostumada a um estilo fast fashion. Suas peças possuem qualidade superior e maior vida útil, sendo desnecessário seu descarte, visto que o movimento apoia técnicas de reuso como garimpo, upcycling, etc.   Sustentabilidade está sendo cada vez mais uma tendência para o mundo da moda (que entra como a segunda indústria mais poluente do mundo) e seus consumidores cada vez mais exigentes.   As vantagens de aderir ao slow fashion são muitas, que vão desde o consumo consciente, sustentabilidade e colaboração com o meio-ambiente até uma   forma de consumo onde você pode ser livre para ter seu estilo, possuir peças de qualidade, ser único, etc.   Porque aderir ao slow fashion?    Conhecer novas pessoas, entrando em contato com a realidade da produção e das marcas, criando uma relação;  Entender o que é realmente necessário para o guarda-roupa perfeito, prezando pela qualidade de vida, distinção e exclusividade;    Fazer parte de um mercado em crescimento, já que as marcas produzem em baixa ou média escala, é possível acompanhar seu crescimento de perto;    Preservar o meio-ambiente consumindo de forma consciente, priorizando qualidade e agregando valor em técnicas como upcycling, handmade, atemporal, etc.   O portal Slow+ surgiu a partir das ideias pregadas no movimento slow fashion, sendo uma vitrine virtual onde as marcas possam divulgar e vender suas peças aos consumidores.   Nosso objetivo é promover o movimento e divulgar suas marcas no Brasil, proporcionando aos consumidores peças únicas, atemporais e liberdade de ter seu próprio estilo.   Escrito por Geanluca Baptistine
10/06/2019
Assine nossa Newsletter
© Copyright 2019 | Slow + - Todos os direitos reservados